Libra do Facebook muda de nome e poderá ser lançada em janeiro

Anunciado em 2019, o projeto da criptomoeda Libra, do Facebook, pode finalmente sair do papel em breve. O projeto passou por uma série de mudanças nos últimos meses, que vão desde a mudança do nome até uma reestruturação completa de funcionamento.

Na tentativa de desassociar da imagem do Facebook, a moeda foi rebatizada nesse mês para Diem, assim como a sua empresa, que agora se chamará Diem Association. Diem significa “dia” em latim.

“Gostamos da conotação de que representa um novo dia para o projeto. Queríamos um novo começo”, afirmou Stuart Levey, diretor da associação

Histórico de problemas

Logo após o anúncio da Libra, em junho de 2019, políticos e reguladores expressaram preocupação com o projeto. Foram levantadas questões sobre privacidade, lavagem de dinheiro e concentração de poder, o que prejudicou sua implementação.

Além disso, em abril deste ano, a antiga Libra Association anunciou que, pela pressão governamental, eles irão lançar stablecoins, ou seja, lastreadas em moedas reais, como o dólar e o euro.

Originalmente, o projeto visava concorrer com as moedas fiduciárias, sendo um meio de pagamento universal. No entanto, os governos dos EUA e de países da União Europeia ameaçaram barrar o projeto, pois uma moeda global controlada por uma corporação poderia colocar riscos à soberania nacional.

“Em alguns países com alta taxa de inflação como Venezuela, Argentina, Turquia ou África do Sul, muitas pessoas estariam dispostas a abandonar a moeda local em favor do Libra”, explica o portal TechCrunch

Como se já não bastasse, parceiros como PayPal e Visa abandonaram a iniciativa, que projetava mais de 100 membros antes do lançamento — agora, são apenas 27 participantes. Entre as empresas que permaneceram no projeto, estão gigantes como a Uber, Spotify e Coinbase, o que significa que nem tudo está perdido.

Possível lançamento em janeiro

De acordo com um relatório do Financial Times, ainda que o projeto esteja menos ambicioso, é possível que uma primeira versão seja lançada em janeiro.

A data do lançamento depende de uma série de aprovações regulatórias. A principal delas é a sanção da Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro da Suíça (FINMA), órgão suíço equivalente ao CVM no Brasil.

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