Primeiros ETFs de Bitcoin são lançados na Bolsa de Valores de Nova York

Nesta semana, o Bitcoin atingiu o maior valor em dólares de sua história: US$ 67 mil.

Em reais, o recorde não foi alcançado por pouco — a cotação na última quarta-feira (20) chegou a R$ 375 mil, pouco abaixo do topo em R$ 379 mil, atingido em abril deste ano.

A criptomoeda está em uma alta constante desde o início de outubro e, desde então, seu valor já subiu mais de 65% — no início do mês, o Bitcoin custava R$ 220 mil.

No entanto, o pump dessa semana se deu por conta do lançamento do primeiro fundo de investimentos indexado (ETF) de contratos futuros de Bitcoin na NYSE, a famosa Bolsa de Valores de Nova York.

Os primeiros ETFs de Bitcoin dos EUA

No último dia 19, a gestora americana ProShares lançou o fundo “ProShares Bitcoin Strategy ETF” na Bolsa de Valores de Nova York. O lançamento fez sucesso e movimentou quase US$ 1 bilhão em volume negociado apenas no primeiro dia.

Poucos dias depois, outro ETF de futuros de Bitcoin foi listado na mesma bolsa, dessa vez gerido pela empresa Valkyrie, com as mesmas características do fundo da ProShares.

No entanto, ambos os fundos não refletem a cotação do Bitcoin em tempo real, pois até o momento, o SEC (órgão regulador financeiro dos EUA, equivalente ao CVM) apenas permitiu a listagem de ETFs de contratos futuros de Bitcoin.

“O ETF aprovado ainda não reflete 100% no preço do Bitcoin, já que é baseado em contratos futuros, mas é uma excelente notícia pois mostra que os reguladores americanos estão cada vez mais abertos ao mercado de criptomoedas. Há poucos anos, pensar numa aprovação como essa era impossível”, disse Marco Castellari, CEO da Brasil Bitcoin.

Fonte: Exame

Por funcionarem dessa forma, os investidores mais puristas do mercado de criptomoedas não enxergam o ETF com bons olhos, pois ao negociá-lo você não adquire a moeda, apenas especula sobre o preço futuro da mesma.

Por outro lado, outros entusiastas encaram o fundo positivamente, afinal ele permitirá que investidores tradicionais americanos possam se familiarizar e se expor às criptomoedas sem sair da bolsa de valores.

Reflexo no mercado

Analistas creem que a NYSE deverá listar diversos outros ETFs de Bitcoin em breve, disputando fatores como taxa de administração e confiabilidade da gestão, o que é comum no mercado de derivativos.

No entanto, ainda não há previsão para a listagem do primeiro ETF Spot — ou seja, baseado na cotação atual do Bitcoin — por conta da falta de aval do SEC.

Por outro lado, quando houver esse aval, o impacto no mercado deverá ser muito relevante, pois a primeira requisição de ETF Spot na NYSE foi feita em 2013, ou seja, já são oito anos de espera.

O Bitcoin não se aproximava de um valor tão grande desde o dia 14 de abril, quando a Coinbase, uma das maiores corretoras de criptoativos do mundo, estreou na Nasdaq, impulsionando uma alta de 10% no Bitcoin em apenas dois dias.

Gráfico diário do Bitcoin nos mostra que as duas maiores altas da moeda são atreladas à bolsa de valores. | Fonte: TradingView

Isso nos mostra que, embora vez ou outra seja ofuscado pelas criptomoedas nas manchetes, o mercado tradicional de ações ainda tem um impacto muito relevante em toda a economia.

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