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A crise histórica nos EUA e seu impacto no dólar e investimentos

Estamos passando por momentos difíceis, mas o cenário interno parece estar se recuperando após um longo período de quedas. Será o suficiente para voltarmos a um bom patamar econômico?

Os últimos meses foram certamente os mais turbulentos dos últimos anos – ou décadas – em todas as esferas. Fomos severamente impactados pela crise do coronavírus, não apenas no âmbito da saúde, como também na economia, segurança e educação, o que afetou diretamente o comércio global, empregos e o setor público.

Nas últimas semanas, muitos vem cogitando o início da reabertura dos espaços públicos, escolas, comércios e demais atividades econômicas.
É o que tem acontecido de forma gradual na Europa, Ásia e até no Brasil, o que parece ser a atitude correta, afinal, quanto mais tempo permanecermos em lockdown e demais restrições, pior será a recessão, o que poderá nos levar a um patamar similar ao da crise de 1929.

O problema é que, nos Estados Unidos, o problema parece estar um pouco mais complexo, em especial nas últimas semanas.
Além do iminente problema ocasionado pelo coronavírus, houve uma explosão de protestos contra o racismo após a morte de George Floyd, cidadão negro assassinado pelo policial branco Derek Chauvin, que agora está preso.

Com isso, os EUA estão vivendo uma tragédia anunciada. Autoridades advertem que, certamente, esses protestos – que já ocorrem em mais de 350 cidades – podem agravar consideravelmente a crise local do covid-19.

Somado a isso, o movimento ‘hackativista’ Anonymous voltou a protagonizar na internet. O grupo expôs ao público uma suposta ação judicial contra Trump por possíveis crimes, incluindo estupro, violência e tráfico infantil, o que gerou tanto alarde que afastou momentaneamente o foco na crise de saúde pela qual passamos.

Agora você pode estar se perguntando “mas como isso pode me afetar diretamente“?
Na verdade, já afetou.
Até o momento dessa matéria, o dólar caiu cerca de 16% desde seu pico histórico, no dia 08/05. No momento, o dólar está com uma queda semanal de 5,14%, a maior desde fevereiro de 2016.

Gráfico do dólar desde o início do ano. Período diário, em escala logarítmica. Fonte: TradingView

Em contrapartida, o dólar acumula uma alta de mais de 25% desde o início do ano, mas o momento atual não pode ser ignorado.
Com a continuidade da queda do dólar, podemos sonhar com uma recuperação interna um pouco mais fácil, embora a previsão de analistas aponte para uma redução dos preços um pouco mais complexa, devido ao fechamento de fronteiras e outros fatores.

Fatores políticos também podem ter contribuído com a queda no valor do dólar, como o arquivamento do pedido de perícia do celular do Presidente Jair Bolsonaro pelo Min. Celso de Mello, do STF e o otimismo com a reabertura das economias.

Também influenciado pelo otimismo do mercado, temos o Ibovespa que fechou com forte alta nesta quarta-feira, retornando a níveis anteriores à crise do coronavírus, com o índice a 93 mil pontos.

E o Bitcoin?
No momento, o Bitcoin está cotado a cerca de R$ 49.200 na Brasil Bitcoin, com uma queda de 2,50% nas últimas 24 horas, mesmo com a cotação em alta no par em dólar, uma queda de quase 20% desde seu topo anual, que foi de R$ 60.000,00 e ocorreu também no dia 08/05, assim como o dólar.

O momento pode indicar uma oportunidade de compra do Bitcoin, que pode testar novamente a resistência dos 10 mil dólares nos próximos dias e, com sucesso, buscar o topo histórico mais uma vez.

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